terça-feira, janeiro 27, 2015
Dias contados
Um dia vamos ser velhos, ter cabelos brancos e caminhar ajudados pela bengala, e vamos sentir exatamente o mesmo. E espero que aí o resto não te impeça de fazeres o que não fazes agora, afinal os dias vão estar contados.
segunda-feira, janeiro 26, 2015
Palavras fortíferas
Há coisas na vida que nos fogem das mãos, se entranham na nossa mente como se tivessem vida própria, e nós não lhes conseguimos tocar, tirar ou questionar. És uma força inexplicável que me suga os sentidos, me abraça os sentimentos e me suga a energia e a vida. Não consigo descrever em palavras, não quero descrever em gestos, nem sequer quero que o meu pensamento o tente descodificar. E detesto que tu o saibas mas finjas, brinques, ignores sempre que queres, e que nada faças senão aquilo que queres. Revolta-me que existas, que faças com que eu saiba, e que agora venhas marcar território. Não te conheço as atitudes, mas elas dão cabo de mim. Por isso, pára de fingir e faz-te alguém.
quinta-feira, maio 01, 2014
Momentos sem lugar
Não tenho espaço para ti na minha vida. Não neste momento, não nesse lugar que gostava que ocupasses, ou nem sei se gostava. Não tenho, nem quero querer ter. Eu sei que temos sempre espaço, que nunca houve um lugar definido para as pessoas, que nunca se mediram os centímetros de um coração e se os distribuiu por todos. Mas tu não, não nesta vida. Não quero ser assim, não quero segredar comigo mesma como se não houvesse um amanhã, não quero fazer do silêncio o meu maior inimigo, nem quero fomentar sonhos. Houveram lugares confortáveis que se formaram no tempo, e são esses os meus lugares, esses os meus momentos, esses os meus sonhos e a minha felicidade. Às vezes tenho medo, de mentir a mim mesma ou de me atirar de cabeça sem olhar, só sentir. Às vezes é difícil confiar em mim mesma, seguir os meus pensamentos, alterar as minhas ideias, é difícil porque tu fazes com que assim o seja e isso chateia-me, muito.
domingo, abril 27, 2014
As pessoas que já não o são
Sinto-me sempre pequenina para lidar com os sentimentos. É tão difícil, tão, tão, tão... Muitas vezes calo-me e deixo que o barulho dos outros seja mais forte e persistente. Gosto das gargalhadas que me silenciam, das palavras parvas que aquecem o meu coração e das infinitas conversas entre amigos. Não há forma mais calorosa de calar quem nos magoa, não há forma mais fácil de lidar e de calar o coração do que pensar que ainda existe um amanhã.
Acho sempre que há muito tempo que deixei de acreditar nas pessoas, que deixei de as valorizar e de fazer de conta que não existem, mas sinto muitas vezes que permanece tudo na mesma. É quando sinto uma lágrima no olho a fazer-me cócegas quando apenas mencionei o nome de alguém que percebo que todos os meus sentimentos permanecem na mesma. Continuo a gostar de gostar de pessoas, continuo a gostar da forma como as pessoas nos abraçam com as suas palavras, na forma como nos aconchegam no conforto do seu sorriso e de como muitas vezes conseguem lá estar quando mais precisamos. Acho que a única coisa que partiu foram as minhas armas. Já não luto, já não invejo quem não tenho, já não gasto horas e horas a escrever-lhes, já não são parte de mim e eu aceitei isso.
segunda-feira, abril 07, 2014
Trabalhoso coração cheio
Nem sempre e fácil, não e todos os dias que chego a casa com um sorriso, mas as vezes vale a pena, as vezes o cansaço desaparece pelas sensações que nós proporcionaram. Há pessoas que gosto de atender, a quem gosto de ver sorrir e que eu no fim fico a desejar que sejam felizes. E são essas pessoas que me vão enchendo o coração e me dão força para os dias menos bons.
Talvez este tenha sido um dos fins de semana que mais me encheram o coração, pelas pessoas que atendi e pelas pessoas com quem trabalhei, porque sabe sempre bem quando as pessoas gostam de nos, sabe sempre muito bem.
Quando chegar o dia da despedida, sei que vou respirar fundo, sentir o peso da responsabilidade sair me de cima e depois sentir saudades e vê las escorrer pela linha do tempo. Houveram sempre coisas boas no meio do imenso trabalho, houveram sempre pessoas que fizeram o cansaço valer a pena.
sábado, abril 05, 2014
Fugaz frieza
Perdi a conta as pessoas que se chegaram ao pé de mim e me disseram que me tornei uma pessoa fria, fechada e despreocupada. Depois houveram aquelas que nunca antes me haviam conhecido e que também me disseram que eu sou uma pessoa fria e pouco comunicativa.
Não sei se foram as palavras que eu já não escrevo que me tiraram o calor dos sentimentos, ou as pessoas que me desencantaram que me tiraram a força de vontade, mas sei que me perdi em algum lugar do mundo, sinto que despi as roupas que me tornavam eu e as deixei rastejando por qualquer lugar.
Não sei onde fiquei, não sei quem sou neste momento, não me consigo caracterizar porque já não me conheço. E os dias arrastam-se nas horas que me parecem fugir das mãos. Não tenho tempo e isso, apesar de tudo, tornou-se a minha maior força, não ter tempo para pensar no que acontece. Ver, sentir de forma fugaz e seguir em frente como se nada me doesse... Mas dói e contra isso eu não consigo lutar.
sábado, janeiro 18, 2014
... hoje é o teu dia, o teu dia mais feliz!
Não gosto de contar quantas mensagens de parabéns recebi, nem quantos mo disseram pessoalmente, ou outros tantos nas redes sociais. Gosto de deixar em aberto e de depois me ir lembrando de quem se esqueceu de mim.
Não gosto deste dia, não gosto que me cantem os parabéns, não gosto de receber prendas sem ter nada para dar em troca. Não gosto que este dia seja meu, porque não gosto de ser sozinha. Mas obrigada a todos os que se preocuparam, a todos os que AGORA lá estão, e aos que vão permanecendo. Apesar de tudo, vou vendo aqueles que realmente se importam, e realmente gostam de mim. É inevitável.
domingo, janeiro 12, 2014
sexta-feira, janeiro 03, 2014
Ausência de mim
Nunca me tinha dado conta da correria do tempo daqueles que já não brincam. Dizem que para eles as coisas e que são difíceis. Talvez sejam mesmo, as coisas do dinheiro, dos trabalhos e da saúde. Mas o resto não. Não teem tempo. Não para chorar, para rir, para respirar ou sequer sentir. Para nos e que e difícil, os amigos, as amigas e os homens da nossa vida acabam nos com a água dos olhos, deitam nos chão abaixo e deixam nos todas aquelas piores sensações do mundo. Que diferença gigante consigo eu sentir. Mas apesar de tudo ainda não consigo dizer que sou uma adulta a sério, no entanto, sinto-me como tal. A frieza, a rapidez dos dias, a limpeza nos amigos, a certeza dos que verdadeiramente ficam e a permanente ausência daqueles litros de lágrimas. Que saudades de quem eu era e que sensação estranha me acompanha de quem serei
terça-feira, dezembro 17, 2013
As saudades que eu tenho tuas
Muitas vezes vale-me os tempos atarefados que vivo. Tenho todos os dias saudades tuas, mesmo sem o sentir. Não consigo chamar a mais ninguém de melhor amigo, não consigo, não quero, nem preciso. Tenho-te a ti, tenho de ter. Sinto todos os dias saudades tuas, mesmo sem o saber. Lembrei-me hoje quando ele passou por mim, me disse olá, me deu dois beijos na cara enquanto me agarrava nas costas com carinho. Ele é tão parecido contigo, em tudo. Na forma carinhosa e amigável como me olha, na forma rápida e silenciosa com que me coloca uma mão nas costas como se me segurasse, na forma como profere as palavras, em tudo. E eu senti, mais uma vez, como sinto a tua falta. Não sei porque me desapareceste. Não sei porque não te ouço a voz, como não te sinto os braços, como não tenho o carinho da tua voz. Oh, que falta me fazes.
Sinto-me cheia, sinto que guardo tudo para mim como se de uma esponja sugadora se tratasse. Não te tenho comigo, e agora, a quem confio todos os meus dramas? Que saudades infinitas e devastadoras.Podias tanto voltar.
quarta-feira, outubro 16, 2013
Se fossemos melhores amigas
Já imaginaste como era se fossemos melhores amigas ? Era um pedaço do mundo, sem dúvida. Já o fomos e éramos mestres na matéria da amizade, ou assim eu o achava. Temos agora o mundo nas nossas mãos, estamos naquela altura em que os sonhos são tantos, o mundo tão pequeno e as coisas fáceis ou devastadoramente difíceis de executar.
Se fossemos melhores amigas íamos ver o mundo juntas, íamos viajar por aqui e por ali, íamos arrastar o braço uma da o
utra como se a fizéssemos voar pelos nossos desejos. Seria tão fácil, tão simples, com tanta tanta coisa.
Por acaso não o somos.
Quantos sítios iríamos conhecer, a quantos lugares iríamos, quantas fotos, quantos sorrisos, quantos sonhos concretizados. É fácil sonhar e ainda seria mais fácil se estivéssemos juntas.
As coisas são simples, nós complicamos e o destino deu o jeito dele de nos afastar, de nos transformar naquilo que somos hoje.
Não somos melhores amigas, mas um dia fomos, e isso basta-nos para nos aconchegar o coração.
quinta-feira, outubro 03, 2013
Certezas profissionais
Aquela sensação de estar a entrevistar alguém e sentir que, de facto, foi para aquilo que nasci. Aquela sensação boa de que aquele é o nosso lugar.
domingo, setembro 08, 2013
Detalhes da semana #
MMS com o namorado
E acabei a trilogia das 50 Sombras de Grey
E o escolhido de segunda-feira foi Danielle Steel
Pequenos momentos de início de noite
O meu marcador preferido
As minhas bolachas preferidas nos intervalos do trabalho
À noite, blogs e gelatina
Livro terminado, este durou pouco :)
Sexta à noite com filme. Magic Mike, recomendo :D
Lanches de sábado à tarde
Mais um romance a acompanhar-me
Pecados de sábado à noite :)
sábado, setembro 07, 2013
Pesos
sexta-feira, setembro 06, 2013
Leituras
Quando acabámos um livro ficámos com a sensação de que nos despedimos de "uma família" que já era um bocadinho nossa.
quarta-feira, julho 31, 2013
Residência dupla
Depois de sairmos de casa para irmos morar para aquela que nós chamámos a nossa residência universitária, é difícil voltarmos por mais de três dias. Torna-se estranho, esquisito e difícil, por mais que gostamos das pessoas. Aprendemos a ter o nosso espaço, naquele outro lugar, a ir ao supermercado, a cozinhar o que queremos e às horas que queremos, a sair sem dizer para onde, a chegar às horas que queremos, a abrir a porta a fazer barulho, sem medo de acordar alguém. Aprendemos a ser nós, a viver só connosco. E depois é difícil, é tudo difícil aqui.
segunda-feira, julho 15, 2013
quarta-feira, julho 03, 2013
Felicidades da noite
Fazem-me falta as nossas noites longas... Quando estou por cá tudo é diferente, o tempo parece enorme, as coisas a fazer parecem sempre as mesmas e a cama é gigante.
Gosto das nossas noites, das de verão e de inverno. Gosto do vento que corre e de nos cobrir só com o lençol, ou de no inverno nos metermos todos lá pelo meio, a tentar fugir ao frio. O tempo aí passa rápido, a cidade parece sempre querer mostrar-me alguma coisa, e tu de vez em quando acompanhas-me nas minhas investidas na descoberta daquela que é já a nossa tão querida terra. Habituámos-nos tão bem, tão fácil. E difícil largar e voltar à vida real, deixar de parte os nossos almoços e jantares, as nossas saídas, as nossas idas às compras, os mimos tardios e todas as vezes em que me vais buscar a meio do caminho.
Gosto muito de ti, já não me sei ver sem ti, já não sei o que é não te ter. És mesmo a minha outra metade, aquele que gosta do peito do frango enquanto eu gosto das pernas, aquele que gosta da parte do meio da lasanha e eu das pontas, aquele que gosta das côdeas do pão e eu do miolo, aquele a quem eu tenho de descascar o camarão para ele comer.
Só quero que saibas que contigo eu sou feliz, há já muito tempo....
segunda-feira, julho 01, 2013
Encontros inesperados
Estou a aprender a dividir os espaços contigo. É sempre difícil, por mais que o tempo e as coisas tenham passado. Primeiro reconheço-te, fico a olhar numa tentativa de que também tu me vejas. Quando me alcanças prossigo com o meu olhar como se aquele fosse o momento essencial. O teu olhar foi o de passagem, mas depois voltaste a olhar porque alguma coisa te chamou a atenção, eu. Espero que me tenhas reconhecido, que tenhas sentido tanto quanto eu como estou bonita, como estou grande e forte. Depois de já não te ver não te procurei mais, não olhei nunca para trás. A vida prossegue. E depois, só depois, me chegou aquela sensação de ficar sem forças nas pernas. Pensei que ia ter de me ajoelhar e respirar bem fundo para prosseguir. Vês, não precisei de me armar em criança, não precisei nem de gritar, dei-te o teu espaço e fiquei com o meu, embora no mesmo espaço. Agora só me falta largar as sensações que ainda me fazes experimentar. Mas preferia que já tivesses prosseguido a tua vida noutro país, e que todo este lugar fosse só meu. Vou sempre lembrar-me, quando for a este lugar a um domingo, que te posso encontrar, tal como hoje e como há muitos anos atrás. E desta vez comportei-me bem, saí de casa como se fosse ver quem menos queria...
quarta-feira, junho 26, 2013
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